Pode vir com gosto de gás: Rússia e Brasil realizam testes com vacinas contra Covid-19

julho 14, 2020 0




"Brasil e Russia na disputa contra a Cura para o Covid-19"

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou datas para as próximas etapas dos testes da CoronaVac, uma vacina contra o novo coronavírus produzida em uma parceria do Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. Segundo Doria, iriam iniciar na segunda-feira (13), onde voluntários do setor médico começariam a ser selecionados. Ao todo, serão 09 mil voluntários em seis estados, sendo São Paulo um deles.

 

"Na semana que vem, começamos a seleção dos 9 mil voluntários que vão receber a vacina CoronaVac, em São Paulo e cinco outros estados do país", informou Doria em entrevista coletiva. "No próximo dia 20 (de julho), iniciamos esta vacinação preventiva, e no próximo dia 13, iniciamos a seleção de 9 mil voluntários do setor médico: paramédicos, enfermeiros, enfermeiras e médicos de seis estados do país, sob a coordenação do Instituto Butantã", informou. Os profissionais da área da saúde, únicos que serão permitidos nessa fase de testes, deverão se inscrever a partir de 13 de julho. Para estar apto, cada voluntário precisa obedecer a diversos critérios, como não ter infecção prévia por Sars-Cov-2 ou não participar de outros estudos, entre outros.



A Rússia está mais perto de se tornar o primeiro país a iniciar a distribuição de uma vacina contra o coronavírus para a população. O país anunciou hoje que concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovar a eficácia da imunização desenvolvida por iniciativa do governo russo. "A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura", disse Yelena Smolyarchuk, chefe do centro de pesquisas clínicas da Universidade Sechenov, à agência de notícias estatal TASS.


 

A Rússia es nesta disputa


A vacina aprovada foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei. Segundo o diretor da instituição, Alexander Gintsburg, a previsão é que a vacina "entre em circulação civil" entre 12 e 24 de agosto. Essa distribuição será equivalente a um teste de fase 3, já que as pessoas que receberem a vacina ficarão sob supervisão, informou a agência de notícias RIA. Os testes de fase 1 e fase 2 normalmente verificam a segurança de um remédio antes de este avançar para a fase 3, que testa sua eficácia em um grupo maior de voluntários.


O Ministério da Saúde russo realizará esses últimos testes bioquímicos da vacina, mas espera finalizar o processo até setembro, mesmo mês para o qual Gintsburg prevê o início da produção em massa por laboratórios privados. Globalmente, das 19 vacinas experimentais contra a covid-19 em testes com humanos, só duas estão em testes finais de fase 3. Uma da chinesa Sinopharm e outra da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, que tem parte do teste realizada no Brasil. A chinesa Sinovac Biotech deve se tornar a terceira no final deste mês, e também com testes no Brasil.

 

A versão russa A vacina russa está perto de ser distribuída porque os testes clínicos começaram em junho. A Universidade Sechenov agrupou 38 voluntários remunerados para o estudo. Parte deles já receberá alta nesta quarta-feira (15), quando terão completado 28 dias em isolamento. A intenção foi protegê-los de outras possíveis infecções. Os voluntários têm entre 18 e 65 anos e ainda serão monitorados por mais seis meses. Também no mês passado, o exército russo iniciou outra frente de testes clínicos da vacina. O estudo vai durar dois meses e segue em andamento. A Rússia é o quarto país do mundo com o maior número de pessoas contaminadas pelo coronavírus. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o país tem mais de 730 mil pessoas infectadas e já passou de 11 mil mortes causadas pela covid-19.

De VivaBem, em São Paulo e Estado de São Paulo


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