A invenção do cão: Caxias e Bacabeira na cabine da suposta desinfecção contra o Covid

maio 16, 2020 0


Uma cabine de desinfecção, por não dizer parafernália, está sendo usada na região de Bacabeira e Caxias-MA, anunciada como grande ação de combate ao novo coronavírus (Covid-19)
A tal de "Cabine de Desinfecção" pode gerar risco a saúde da população. Nela, o usuario fica exposto a saneantes aplicados diretamente na pele e nas roupas. Os 30 segundos na cabine de desinfecção não inativaria o vírus dentro do corpo humano.



Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por meio de uma nota, à qual afirma “faltar evidências científicas” de que o uso de estruturas como câmaras, cabines e túneis para desinfecção de pessoas tenha eficácia, enquanto medida preventiva contra o novo coronavírus (covid-19).
De acordo com a autoridade sanitária, “a duração de 20 a 30 segundos para o procedimento não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção”. Além disso, a nota técnica, divulgada na noite desta quarta-feira (13) pela Anvisa, reforça que a adoção desse mecanismo “não inativaria o vírus dentro do corpo humano, além de poder causar danos à saúde de quem se submetesse à desinfecção com saneantes aplicados diretamente na pele e nas roupas”.

Ainda segundo a Anvisa, algumas particularidades dos procedimentos adotados para evitar a introdução e a disseminação do vírus em ambientes controlados, como hospitais e laboratórios de alta segurança. Embora tenham características comuns, ambientes hospitalares e de laboratórios não são iguais, exigindo, portanto, “regras e protocolos diferentes, uso de produtos e procedimentos seguros, práticas rígidas de higienização das mãos, corpo, roupas, salas e utensílios, além de adotarem equipamentos de proteção individual (EPIs) muito específicos, entre outras características”.

A Anvisa relata ainda, que os produtos químicos usados nos saneantes aprovados são destinados à limpeza e higienização de superfícies como móveis, bancadas, pisos, objetos e paredes. Tais produtos, ao entrarem em contato com a pele ou aplicados diretamente sobre ela, “podem causar danos e efeitos adversos”, alerta a agência.

Outro alerta da Anvisa: No caso do peróxido de hidrogênio, sua inalação pode causar irritação no nariz, garganta e vias respiratórias, podendo provocar bronquite ou até mesmo edema pulmonar. Outro produto usado em alguns desses equipamentos, os quaternários de amônio podem causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de reações alérgicas.

Em relacao ao gás ozônio, até mesmo uma exposição leve ou moderada produz problemas nas vias respiratórias e irritação nos olhos. “Dependendo do tipo de exposição, pode causar desconforto respiratório e outros danos, podendo levar a óbito”, complementa a nota.

Fonte: Agência Brasil

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