A Corrida Espacial Continua: Módulo Lunar Israelense Beresheet cai na lua

agosto 04, 2019 0

O primeiro módulo espacial privado desceu em direção à superfície da lua, há cerca de 04 meses atrás. O incidente aconteceu no dia 12 de maio de 2019.
O que deveria ter sido um enorme marco, infelizmente não sucedeu. Tudo indica que o motor principal da sonda não funcionou. O motor principal a bordo do módulo Israelense não respondeu ao comando da base, causando sua queda sobre a superfície da lua. A SpaceIL, organização israelense que desenvolveu e lançou o módulo lunar, em parceria com a Israel Aerospace Industries (IAI), anunciou no Twitter: “Principal mecanismo do Beresheet falha! Módulo espacial falhou no pouso. Parece ter caído na superfície da lua! ”.
A jornada

O acidente trouxe o fim de viagem promissora. O módulo lunar Beresheet, foi lançado com sucesso da Flórida em fevereiro. Beresheet aproveitou o tempo no início de março, para fazer uma bela “selfie”, na qual não apenas o módulo, mas também a Terra puderam ser vistos.
Um mês após seu lançamento, a sonda entrou com sucesso em órbita ao redor da lua. Mas na verdade, pousar na superfície desse corpo celeste, acabou sendo uma passo ainda longe demais.
No entanto, a missão escreveu história. O Beresheet é a primeira missão lunar, financiada por uma entidade totalmente privada que conseguiu se alinhar em órbita ao redor da lua.
XPrize Lunar do Google

Lamentavelmente, a decepção é enorme. A SpaceIL trabalhou na Beresheet por muitos anos. Inicialmente, isso foi feito no contexto do Google Lunar XPrize.
Esta competição começou em 2007 e desafiou os participantes a construir um módulo lunar, colocá-lo na Lua, fazer com que o módulo percorresse pelo menos 500 metros nela, tirasse fotos e enviasse para a Terra. O primeiro a realizar isto com sucesso, receberia 30 milhões de dólares. Várias equipes aceitaram o desafio, mas uma após a outra desistiu. O prazo estabelecido pela organização Google Lunar XPrize também foi adiado. Indicando o quão difícil é configurar e implementar uma missão lunar.
Em 2017, a organização do XPrize do Google Lunar estabeleceu um prazo difícil. Para poderem receber o prêmio em dinheiro, os participantes naquele tempo, 5 deles, incluindo o SpaceIL, teriam que lançar seus módulos lunares antes de 31 de março de 2018. Nenhuma das partes conseguiu; e assim o XPrize Lunar do Google terminou sem vencedor. Mas vários participantes, de última hora, prometeram continuar seu trabalho e ainda ir à lua. E a SpaceIL foi a primeira a cumprir a promessa.
Embora o SpaceIL não tenha conseguido colocar a sonda lunar na Lua, parece uma questão de tempo, para que a primeira entidade privada ponha os pés na lua. Dois outros ex-participantes do Google Lunar XPrize, o Moon Express e o PTScientists, ainda estão na corrida para ser o primeiro a colocar um módulo, financiado por entidades privadas, na superfície da lua. PTScientistas pretendiam fazer uma tentativa neste verão, mas adiaram para 2020. A Moon Express ainda tem planos para este ano.
Persistir 

O acidente do módulo Israelense, ensinou a todos os participantes, que colocar um módulo na Lua não é uma corrida. O espaço é um terreno difícil.
A Beresheet preparou o caminho para futuras missões privadas na Lua. E o acidente não muda o sonho de colocar um módulo lunar privado em nosso satélite natural. Certamente não impedirá a SpaceIL de descobrir exatamente onde as coisas deram errado. E essa informação acabará contribuindo para uma nova missão lunar israelense. Chegou-se muito perto. A missão fracassou, mas o sonho não.
A corrida espacial entre os países são antigas 
Se os americanos foram na lua, as provas deixadas estão lá


Para começar, é importante saber, que os americanos “dizem”, que eles não deixaram apenas uma, mas um total de seis bandeiras na Lua. O mais provável é que todas ainda estejam intactas nos mesmos lugares em que foram fincadas, entre 1969 e 1972.
As bandeiras, aliás, alimentam boatos que enchem a mente de quem até hoje desconfia que o homem de fato pisou na Lua. Quando a primeira flâmula foi fincada, pelos astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong, a bandeira pareceu tremular por alguns instantes - o que jamais poderia acontecer, porque a Lua não tem vento.


A União Soviética na briga pelo espaço

Pouca gente sabe, mas, além das bandeiras americanas, um distintivo da União Soviética foi deixado em um satélite da antiga União Soviética (URSS), em 1959, levado por uma missão não-tripulada, a Luna 2. É quase certo que o símbolo também permaneça até hoje por lá, grudado na nave abandonada.

O veículo espacial Luna 2 se chocou contra a superfície da Lua, no ano de 1959, tornando-se o primeiro objeto de fabricação humana a atingir a lua. Alguns norte-americanos acreditavam, que os soviéticos, em breve, iriam desenvolver um novo tipo de armas que poderiam ser disparadas a partir do espaço. Dizem, que quando os russos chegou na Lua, por meio da Luna 2, os americanos teriam advertido os mesmos, dizendo que por eles terem enviado um satélite à lua, eles não seriam os donos da lua.

Telescópio Gigante de Magalhães


O Telescópio Gigante Magalhães (GMT), tem proporções gigantescas se comparado aos telescópios utilizados hoje em dia. Ele está localizado no Deserto do Atacama (Chile) e tem previsão para começar a funcionar no ano de 2024. Será um das mais avançados no mundo, podendo facilmente, achar vestígios na Lua, com maior clareza.
O tempo que vai demorar a se chegar da terra à lua, vai depender do veículo utilizado.  As naves espaciais utilizadas até esse momento precisaram de quatro dias para chegar lá. A distância entre a terra e a lua é de cerca de 384 mil km. De carro, seriam 5 longos meses.

Fonte: Thaís Garcia (Correspondente Internacional na Europa. Bacharel em Relações Internacionais) e W

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